Saúde

Diabetes gestacional: saiba os riscos e impactos na saúde

A gravidez é um período mágico, cheio de mudanças e cuidados especiais. Um desses cuidados é ficar de olho nos níveis de glicose no sangue, especialmente no contexto do diabetes gestacional. Neste 26 de junho, Dia Nacional do Diabetes, é super importante a gente entender mais sobre essa condição que afeta quase uma em cada cinco mulheres durante a gestação, segundo a Federação Internacional de Diabetes.

Quando não é identificado e tratado adequadamente, o diabetes gestacional pode trazer riscos tanto para a mamãe quanto para o bebê. O bebê pode acabar enfrentando complicações, e a mãe também. Então, vamos explorar melhor essa questão e como cuidar da saúde nesse período tão especial.

Fatores que aumentam o risco de diabetes gestacional

Uma das condições que podem aumentar o risco de diabetes gestacional é a Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), que antes era conhecida como Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). Um estudo que analisou mais de 1 milhão de nascimentos revelou que mulheres com SOMP têm 5% a mais de chances de desenvolver diabetes gestacional. O excesso de peso aparece como um dos principais fatores que colaboram para esse aumento.

O obstetra Rodrigo Ruano, do Hospital Samaritano Paulista, destaca que as mulheres que já estavam acima do peso antes da gravidez devem ter ainda mais cuidado durante o pré-natal. Isso é uma dica que vai ajudar até na escolha do menu da gestante, porque acompanhar o ganho de peso durante a gravidez é essencial! Além disso, questões como a idade, histórico familiar de diabetes e gestações anteriores com diabetes gestacional também são fatores importantes.

Impactos da doença para a mãe e o bebê

Agora, se o açúcar no sangue não for controlado, os riscos aumentam e tanto a saúde da mãe quanto a do bebê podem ser comprometidas. Para a mãe, os problemas podem incluir pressão alta, infecções urinárias e vaginais, e até risco de parto prematuro, o que pode resultar em uma cesariana. Não é só isso, futuramente, essas mulheres podem enfrentar um risco maior de desenvolver diabetes tipo 2.

Os bebês também podem ter complicações. Um excesso de açúcar na corrente sanguínea pode fazer o feto crescer além do normal, conhecido como macrossomia. Quando o bebê nasce, pode apresentar hipoglicemia, desconforto respiratório e icterícia, além de condições como obesidade e problemas cardíacos mais tarde.

Planejamento da gravidez pode ajudar na prevenção

Mas nem tudo é preocupação! Há boas notícias: manter hábitos saudáveis pode fazer toda a diferença e reduzir os riscos de diabetes gestacional. Isto é, controlar o peso, ter uma alimentação balanceada e praticar atividades físicas regulares ajudam o corpo a lidar melhor com a insulina e ainda podem regularizar a ovulação antes da gravidez.

A endocrinologista Paloma Hess enfatiza que é fundamental começar a cuidar da saúde antes mesmo de engravidar. As estratégias que ajudam no controle do diabetes gestacional, como uma dieta saudável e a monitorização do peso, são verdadeiros aliados na prevenção.

Diagnóstico e acompanhamento pré-natal são essenciais para reduzir riscos

O diabetes gestacional pode ser silencioso, por isso é importante estar em dia com os exames de pré-natal. Geralmente, no início da gestação, o médico pede um exame de glicemia em jejum. Se tudo estiver certo, entre a 24ª e a 28ª semana, é feito o teste da “curva glicêmica” para conferir como o corpo está lidando com o açúcar.

Se por acaso o teste der positivo, não precisa entrar em pânico! Normalmente, o diabetes gestacional é controlado com uma dieta personalizada e exercícios físicos leves. Se necessário, a insulina é indicada como uma alternativa segura para garantir a saúde do bebê.

O cuidado deve ser sempre em equipe. A saúde da mãe e do bebê ganha muito quando obstetra, endocrinologista e nutricionista trabalham juntos. A união faz a força e traz a proteção que esse momento tão especial merece.

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