Dia Mundial de Luta contra Hepatites: 6 formas de prevenção

Celebrado no dia 28 de julho, o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais tem como missão informar e conscientizar a galera sobre essas doenças que muitas vezes ficam no “modo stealth”. As hepatites virais causam a temida inflamação no fígado e podem ser provocadas por diferentes vírus: A, B, C, D e E. O complicador é que, em muitos casos, os sintomas aparecem só quando o fígado já está bem comprometido, então, conhecer os riscos e fazer diagnósticos precoces é essencial.
A Cleciene Musquim, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, destaca que muita gente vive com a hepatite B e C sem nem saber. “Essas hepatites podem ficar quietas por anos. Por isso, além de se prevenir, é super importante fazer testes quando necessário e manter a vacinação em dia. Diagnosticar cedo aumenta muito as chances de um tratamento eficaz e diminui os riscos de complicações sérias, como cirrose e câncer de fígado”, explica.
E para dar uma força na prevenção, Cleciene separou seis dicas que podem fazer toda a diferença. Vamos conferi-las!
1. Mantenha a vacinação em dia
Vacinar é um dos melhores jeitos de se prevenir, especialmente contra as hepatites A e B, que estão disponíveis de graça pelo SUS. Se vacinar diminui a chance de contágio e ajuda a acabar com a circulação dos vírus na população.
2. Não compartilhe objetos de uso pessoal
Lâminas de barbear, alicates de unha e até escovas de dente são itens que não deveriam ser compartilhados. A Cleciene ressalta que pequenas lesões podem ser suficientes para transmitir os vírus, principalmente das hepatites B e C. E quem não se lembrou de verificar a lâmina de barbear na casa do amigo, que atire a primeira pedra!
3. Exija materiais esterilizados ou descartáveis
Se você vai fazer um piercing ou uma tatuagem, fique esperto! Escolha lugares que sigam as normas de biossegurança rigorosamente. E para os cuidados de beleza, levar seu próprio kit de manicure é uma excelente ideia. Isso garante que ninguém mais tenha tocado nos seus utensílios.
“A checagem de materiais é vital. Usar coisas descartáveis ou que passaram pelo processo adequado de esterilização reduz não só o risco de hepatites, mas também de outras infecções”, complementa a especialista.
4. Utilize preservativo nas relações sexuais
Os preservativos são sua melhor defesa! Eles são uma forma eficaz de prevenir não só a hepatite B, mas também outras infecções sexualmente transmissíveis. Além disso, usar preservativo em toda relação contribui para parar a disseminação dos vírus.
5. Faça testes quando houver fatores de risco
Se você recebeu transfusão de sangue antes de 1996, trabalha na área da saúde, tem múltiplos parceiros ou compartilha materiais perfurocortantes, é uma boa ideia conversar com um profissional sobre fazer exames. Às vezes, mesmo sem sintomas, você pode estar com a hepatite C, que é assintomática na maioria dos casos. Quanto mais cedo você descobrir, mais chances de tratamento e de evitar complicações.
“Esperar pelos sintomas pode atrasar o diagnóstico. Em muitos casos, a infecção é detectada durante exames de rotina. O quanto antes a doença for identificada, maiores as chances de tratamento e de prevenir complicações”, enfatiza Cleciene.
6. Adote medidas de higiene para prevenir a hepatite A
A hepatite A é diferente das demais porque é transmitida pela via fecal-oral, ou seja, por água ou alimentos contaminados. Lavar bem as mãos após usar o banheiro e antes de preparar ou comer alimentos é um grande passo. E não esqueça de consumir apenas água tratada ou filtrada.
“Cuide da higiene das frutas e legumes também! Lave bem e, se possível, deixe-os em solução clorada antes de comer, especialmente se forem crus”, avisa Cleciene.
Não espere os sintomas aparecerem
Algumas hepatites podem trazer sintomas como cansaço, febre, náuseas e até urina escura. Mas não se engane: a ausência de sintomas não significa que está tudo bem! A prevenção envolve várias ações, incluindo vacinação e práticas seguras. Quanto mais informados estivermos, mais chances temos de reduzir novos casos e cuidar bem do nosso fígado.
Se você não está apresentando sintomas, mas ainda sim tem preocupações, procurar o serviço de saúde pode ser a chave para um diagnóstico preciso. Buscar testes regulares é gratuito e pode mudar seu futuro.
E um detalhe importante: a hepatite C tem alta taxa de cura quando identificada cedo. Estima-se que até 95% dos casos são curáveis! O SUS oferece tratamentos modernos que podem ser feitos em até 24 semanas. Então, não deixe para depois a saúde do seu fígado!



