Saúde

Triagem neonatal: conheça 5 exames essenciais para seu bebê

Durante os primeiros dias de vida, é crucial que o bebê passe por alguns exames fundamentais para garantir que ele está saudável e livre de problemas. Você sabia que, segundo uma pesquisa do Jornal de Pediatria, 96,5% dos recém-nascidos fazem o famoso teste do pezinho? Mas não para por aí! Há outros testes que são igualmente importantes e algumas pessoas ainda não conhecem.

Um desses exames é o teste do coraçãozinho. Esse teste ajuda a identificar cardiopatias congênitas, que afetam de 1 a 2 bebês a cada mil nascidos. O assustador é que 30% desses casos podem passar desapercebidos. Para falar sobre isso, conversamos com Bianca Borges, obstetra do AmorSaúde, que explicou que esses exames são super seguros e, em sua maioria, minimamente invasivos. Então, não se preocupe: o desconforto é bem baixo.

Testes e doenças detectadas

Vamos entender melhor quais testes são feitos e o que eles podem detectar. A Dra. Bianca detalhou cinco exames essenciais que são parte da triagem neonatal:

  1. Teste do pezinho: Realizado entre o 3º e o 5º dia de vida, coleta gotinhas de sangue do calcanhar. Esse exame é um verdadeiro coringa, pois pode identificar uma variedade enorme de doenças, desde problemas com a tireoide até anemia. Ah, e tem uma condição rara chamada fenilcetonúria, que, se pegamos cedo, podemos tratar direitinho.

  2. Teste do olhinho: Aqui, o médico verifica o reflexo da luz na retina do bebê. Isso ajuda a detectar precocemente problemas de visão, como catarata congênita e glaucoma.

  3. Teste da orelhinha: Um pequeno fone é colocado no ouvido do bebê para ver se ele responde a estímulos sonoros. É uma forma de detectar surdez congênita. Quem nunca ficou parado no semáforo esperando a resposta do sinal sonoro, né?

  4. Teste do coraçãozinho: Feito entre 24 e 48 horas de vida, avalia a oxigenação do sangue. Se houver alguma malformação cardíaca, esse teste pode indicar a necessidade de intervenções mais sérias.

  5. Teste da linguinha: Disponível apenas na rede particular, esse exame analisa a “língua presa” do recém-nascido, que pode prejudicar tanto a amamentação quanto a fala no futuro.

Se algo não estiver certo em algum desses testes, a Dra. Bianca afirma que eles podem ser refeitos. Por exemplo, se o teste da orelhinha não der positivo logo de cara, é bom tentar de novo dentro de 30 dias.

Riscos de não realizar os exames

Agora, um ponto importante: pular ou atrasar esses exames pode trazer riscos sérios para o recém-nascido. Muitas das doenças que conseguimos detectar são silenciosas no início, o que significa que o bebê pode parecer perfeitamente saudável enquanto problemas sérios se desenvolvem. A Dra. Bianca destaca que, se não forem tratados logo nos primeiros dias, esses problemas podem trazer sequelas irreversíveis que podem impactar o desenvolvimento da criança.

Ignorar os exames corre o risco de gerar cegueira, surdez e até complicações que podem levar a morte súbita. A verdade é que algumas doenças cardíacas que não foram diagnosticadas a tempo podem ser fatais.

Triagem inicial não define diagnóstico

Por último, é bom lembrar que um resultado alterado nesse primeiro exame não significa que algo está definitivamente errado. É apenas um sinal de alerta para que os pais busquem ajuda de um pediatra. A partir daí, o bebê pode ser orientado a fazer exames mais específicos.

A Dra. Bianca esclarece que dependendo do resultado, tratamentos como fórmulas especiais ou até cirurgia podem ser indicados. Quanto mais rápido o tratamento começar, maior a probabilidade de a criança crescer saudável e com uma qualidade de vida incrível.

E aí, ficou mais claro o quanto essas triagens são essenciais?

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