Entretenimento

Globo considera reforço no “Fantástico” com Paulo Renato Soares

A TV Globo está considerando uma reformulação no programa “Fantástico”, que deve ocorrer após a Copa do Mundo de 2026. Os diretores da emissora acreditam que o programa pode gradualmente recuperar um enfoque mais jornalístico, sem abrir mão da mistura de variedades e entretenimento que sempre caracterizou a atração.

Um dos nomes que ganhou destaque nas discussões internas é o jornalista Paulo Renato Soares. Ele é irmão de Amauri Soares, que ocupa o cargo de diretor-executivo dos Estúdios Globo e da TV Globo. Paulo Renato é considerado um candidato relevante devido à sua experiência com “hard news”, que é uma abordagem focada em notícias mais sérias e impactantes.

O canal não tem planos para mudanças drásticas, mas sim uma transição que permitirá um ajuste gradual da imagem do programa. Paulo Renato já apresentou o “Fantástico” em ocasiões em que Maria Júlia Coutinho e Poliana Abritta estavam de férias. Essas participações o tornaram uma figura citada nas conversas sobre o futuro da atração, mas ainda não há uma definição específica sobre seu papel.

Uma das opções discutidas é que ele divida a apresentação com Maju Coutinho e Poliana Abritta. Também está sendo cogitada uma reestruturação mais ampla na equipe, o que indicaria uma mudança na dinâmica do programa.

Além das discussões sobre a apresentação, os executivos da Globo notaram que o “Fantástico” tem se afastado do equilíbrio que sempre fez parte da sua identidade, que inclui grandes reportagens e jornalismo investigativo. Existe uma preocupação interna de que o programa precise retomar discussões que tenham mais relevância e impacto fora das redes sociais.

Outro aspecto que tem gerado críticas é o espaço dado à promoção de produtos da própria emissora. Parte da direção acredita que essa prática tem diminuído a presença de pautas jornalísticas mais robustas, que são essenciais para manter a relevância do programa ao longo da semana.

A busca é por um perfil mais voltado ao jornalismo, mas que não transforme o “Fantástico” em uma atração excessivamente séria. A ideia é manter quadros e profissionais ligados à cultura e ao entretenimento, enquanto questões relevantes do dia a dia recebem mais destaque.

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