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Nissan encerra produção do GT-R após 18 anos

Após 18 anos de estrada, o lendário Nissan GT-R R35 diz adeus ao mercado. A última unidade saiu da fábrica em Tochigi, no Japão, encerrando um ciclo que começou em 2007. Com tudo que representou, esse supercarro conquistou uma legião de fãs pelo mundo, se tornando um verdadeiro ícone na indústria automotiva.

A despedida foi marcada por uma cerimônia emocionante, onde os funcionários da fábrica se reuniram ao redor do último GT-R produzido: um Premium T-Spec, na clássica cor Midnight Purple. O sortudo que levará esse carro para casa é um cliente japonês, e o carro vem com uma série de mimos, como os freios de carbono-cerâmica, rodas forjadas douradas e um acabamento interno de tirar o fôlego.

Desde seu lançamento, o R35 passou por constantes melhorias, mas sem grandes mudanças visuais. A Nissan optou por evoluir o modelo aos poucos, sempre buscando aumentar a potência, a aerodinâmica e o conforto. Lembro da primeira vez que dirigi um GT-R: o motor V6 3.8 biturbo começou com 480 cv, e em 2017, alcançou impressionantes 572 cv. A versão Nismo, então, surpreendeu ao chegar a 590 cv, deixando qualquer um com um sorriso no rosto.

E como não falar das suas façanhas nas pistas? O GT-R fez história em Nürburgring, onde, em 2008, cravou o tempo de 7min29s, superando até o renomado Porsche 911 Turbo. E em 2013, o Nismo bateu o tempo para 7min08s, um dos melhores entre carros de produção. Se você é fã de velocidade e adrenalina, com certeza fica empolgado só de pensar em como é pilotar uma máquina dessas em um circuito!

Com mais de 48 mil unidades produzidas ao longo de quase duas décadas, cada GT-R recebeu atenção especial: o motor era montado manualmente por apenas nove mestres artesãos, os Takumi, que colocavam sua assinatura em cada carro. O legado do GT-R ainda brilhará nas pistas, já que ele colecionou títulos significativos, como no campeonato japonês SUPER GT.

Durante a cerimônia de despedida, Ivan Espinosa, CEO da Nissan, ressaltou a importância do momento e deixou uma porta aberta para o futuro. “Este não é um adeus definitivo. O R35 deixa um legado e esperamos que o GT-R volte, ainda mais especial”, declarou.

Por enquanto, a Nissan mantém em segredo o que está por vir, mas já avisou que toda a experiência acumulada com o R35 será utilizada para o próximo capítulo da história do GT-R. Até lá, podemos admirar esse esportivo que, com certeza, se tornou um dos maiores símbolos de desempenho, tecnologia e paixão automotiva.

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