Inhame: descubra 7 benefícios e como consumi-lo com segurança

O inhame é um tubérculo que conquistou o coração (e o prato) de muitos brasileiros por conta dos seus diversos benefícios à saúde. Rico em fibras, vitaminas e minerais, o inhame faz parte da nossa culinária desde que foi trazido por escravizados africanos, adaptando-se perfeitamente ao nosso clima e solo. É impressionante pensar que desde 1500, quando o padre José de Anchieta mencionou sua importância nos escritos, ele já encantava os nativos com seu sabor e valor nutritivo.
Hoje, o inhame continua sendo um alimento versátil nas mesas brasileiras, com várias formas de preparo. Seja em purê, cozido ou até em receitas mais elaboradas, ele está se tornando cada vez mais valorizado por suas propriedades funcionais. Vamos conhecer sete benefícios incríveis desse tubérculo e algumas dicas de como incluí-lo na sua dieta sem complicações!
1. Melhora a saúde intestinal
O inhame é uma excelente fonte de **fibras alimentares**, essenciais para manter o intestino funcionando direitinho. Para você ter uma ideia, 100 g do tubérculo cozido traz cerca de 1,60 g de fibras, segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos. Quem já enfrentou aqueles dias em que o intestino não colabora sabe como uma alimentação rica em fibras pode fazer toda a diferença.
Essas fibras agem absorvendo água e formando um gel no intestino, o que ajuda a regular o trânsito intestinal e a aliviar a prisão de ventre. A Organização Mundial da Saúde recomenda que os adultos consumam, pelo menos, 25 g de fibras por dia. E o inhame pode ser uma ótima adição nessa conta!
2. Pode auxiliar no controle da glicemia
Se você se preocupa com os níveis de açúcar no sangue, o inhame pode ser seu aliado. Ele possui fibras que ajudam a retardar a absorção de glicose, fazendo com que o açúcar no sangue liberado seja mais gradual. Isso é super importante para manter o equilíbrio glicêmico e evitar aqueles picos de insulina que ninguém gosta, especialmente se você é diabético ou deseja prevenir a condição. E com mais de 20 milhões de brasileiros enfrentando o diabetes, essa é uma questão cada vez mais relevante.
3. Reduz os sintomas da TPM
As mulheres vão adorar saber que o inhame contém diosgenina, uma substância que auxilia na produção do **estrogênio**. Isso significa que ele pode ajudar a amenizar os sintomas chatos da tensão pré-menstrual, como cólicas e irritabilidade. Quem não gostaria de aliviar um pouco esse período difícil?
4. Ajuda na saciedade
Por ser rico em fibras e carboidratos complexos, o inhame traz uma sensação de saciedade que ajuda a controlar a fome durante o dia. Isso evita aqueles ataques de lanche desnecessários. E como ele tem uma digestão mais lenta, você não precisa se preocupar com picos de glicose logo após as refeições. Maravilha, né?
5. Mantém a saúde dos ossos
Outro ponto positivo é que o inhame é uma boa fonte de cálcio e magnésio, ajudando a manter os **ossos fortes**. A cada 100 g do tubérculo cozido, você obtém uma quantidade significativa desses minerais, que são fundamentais para a densidade óssea. Pensando no futuro, essa é uma boa pedida, especialmente porque, com a idade, o risco de fraturas aumenta.
6. Fortalece o sistema imunológico
Você sabia que o inhame também é rico em vitamina C e compostos antioxidantes? Isso ajuda a fortalecer o sistema imunológico, defendendo o corpo contra infecções. A recomendação diária de vitamina C é de 90 mg para homens e 75 mg para mulheres, e o inhame pode contribuir para esse total. É uma ajudinha extra na luta contra resfriados e outras doenças!
7. Contribui para a saúde cardiovascular
Para manter o coração saudável, o inhame é mais uma vez uma ótima escolha. Ele é rico em fibras, potássio e antioxidantes. O potássio, por exemplo, ajuda a regular a pressão arterial, enquanto as fibras colaboram na redução do colesterol LDL, o famoso colesterol ruim. Com 27,9% da população brasileira enfrentando pressão alta, é bom ter opções naturais na dieta.
Agora, alguns cuidados essenciais para aproveitar todos os benefícios do inhame. A Embrapa recomenda que ele seja sempre consumido cozido, pois o cru pode causar desconforto. E não se esqueça: a temperatura ambiente é a melhor para o armazenamento. Guardá-lo em local fresco e escuro evita que brote rapidamente.
Como tudo na vida, o consumo deve ser moderado, já que o inhame é calórico. E, se você tem alergias ou problemas renais, é sempre bom buscar a orientação de um profissional de saúde antes de integrar esse tubérculo na sua alimentação.



