Doenças respiratórias: aprenda a proteger as crianças no outono

O outono e o inverno são épocas em que a gente costuma ouvir falar mais sobre doenças respiratórias. Mas neste ano, o aumento de infecções chegou mais cedo do que o esperado. De acordo com dados do boletim InfoGripe, da Fiocruz, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) subiram em várias partes do Brasil já nos primeiros meses de 2026. E, como sempre, as crianças estão entre os mais afetados, especialmente por conta da circulação intensa de vírus neste período.
A Dra. Isabela Pires, que é pediatra e professora, explica que isso se deve ao fato de que as crianças têm o sistema imunológico em desenvolvimento e, ainda por cima, acabam ficando mais expostas em lugares como escolas e creches. Sabe como é, né? Elas passam horas em ambientes fechados, e o pouco ar circulando dificulta ainda mais a proteção natural contra vírus.
Sinais de alerta
Aqui, um toque de atenção é super importante! Aqueles sintomas que parecem leves, como coriza, tosse leve e cansaço, podem evoluir rapidamente. “Em questão de 12 a 24 horas, uma situação que parecia controlada pode precisar de uma avaliação médica”, alerta a Dra. Isabela.
Por isso, fique de olho em sinais como febre persistente, dificuldade para respirar e recusa alimentar. Esses sinais, principalmente em crianças pequenas ou com histórico de alergias, pedem atenção imediata.
Condições que favorecem as doenças respiratórias
O Dr. Alexandre Martins, otorrinolaringologista, ressalta que o clima frio e seco contribui muito para a circulação de vírus. No frio e sem umidade, esses vírus conseguem sobreviver por mais tempo no ar e se espalham com mais facilidade. Já reparou como fica mais complicado respirar quando o tempo está seco e frio? Então, isso acontece porque as vias respiratórias ficam mais ressecadas, tornando a defesa do organismo mais fraca.
Além disso, se o ambiente é fechado e mal ventilado, a situação se agrava ainda mais. Imagine como é correr para pegar carona após uma chuva e o ar frio batendo? Portanto, em casa, vale manter as janelas abertas, mesmo que um pouquinho, para permitir a circulação de ar.
Hábitos simples ajudam a proteger a saúde respiratória infantil
Mudar alguns hábitos em casa pode fazer uma diferença e tanto na saúde respiratória dos pequenos. O Dr. Martins recomenda coisas simples, como ventilar os ambientes, higienizar o nariz com soro fisiológico e evitar a exposição ao cigarro. Isso, com certeza, ajuda na saúde deles.
E claro, a prevenção é sempre a melhor opção. A Dra. Isabela destaca a importância de manter a vacinação em dia. “Vacinar as crianças é uma das chaves para mantê-las protegidas tanto contra infecções virais quanto bacterianas.”
Alguns cuidados simples no dia a dia podem fazer toda a diferença:
1. Mantenha as vacinas em dia, principalmente a da gripe;
2. Incentive a hidratação, oferecendo água mesmo quando as crianças não pedem;
3. Ensine a importância da higiene das mãos, sobretudo após brincar ou antes das refeições;
4. Ventile os ambientes diariamente, mesmo no frio, evitando locais fechados;
5. Use soro fisiológico para limpar as vias respiratórias;
6. Ofereça uma alimentação saudável, com muitas frutas e legumes para fortalecer a imunidade;
7. E fique sempre de olho em sinais como febre alta, dor de ouvido, cansaço excessivo, buscando ajuda médica quando necessário.
Com esses cuidados, dá pra enfrentar o outono e o inverno com mais tranquilidade em família.



