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Saúde

Descubra qual é a duração ideal para a terapia

A terapia é um espaço fundamental para que a gente possa entender as emoções, comportamentos e todas aquelas relações que, muitas vezes, atrapalham o nosso dia a dia. Ela pode variar muito: tem quem precise de sessões rápidas para resolver um problema específico, enquanto outros podem se beneficiar de um trabalho mais longo, focado em temas mais profundos. E assim, a duração ideal da terapia não é uma resposta única.

Falando com a terapeuta Tatiana Pacher Nazato, ela reforça que o tempo que cada um precisa no processo terapêutico depende de diversas questões. O estado emocional do paciente, os objetivos que são traçados e a conexão que se cria entre o terapeuta e o paciente fazem toda a diferença. A pergunta, segundo ela, não deve ser “quanto tempo vai levar?”, mas sim “que caminho é necessário trilhar de forma responsável?”.

A ciência também anda em uma linha parecida. Um estudo da American Psychological Association sugere que, em média, entre 15 e 20 sessões ajudam cerca de 50% das pessoas a notarem uma melhora nos sintomas. Isso mostra que a terapia não é uma solução mágica, mas também nunca deve ser vista como um processo que não tem um rumo.

Muita gente procura a terapia em momentos pontuais. Pode ser após uma separação, uma mudança de carreira ou até mesmo uma perda. Para esses casos, normalmente, o tempo de atendimento é mais curto e o foco, mais específico. Já tem quem chegue com questões mais profundas, que talvez venham de anos de repetição de padrões. Essas situações requerem mais tempo e trabalho.

Influência da abordagem terapêutica

Quando falamos em “prazo ideal”, é importante considerar também o tipo de abordagem terapêutica utilizada. Algumas metodologias são bem estruturadas, com metas claras. Outras, por outro lado, buscam se aprofundar nos vínculos pessoais e nas histórias de vida. Por exemplo, na terapia sistêmica, observa-se o paciente como parte de diversos sistemas, como família e trabalho, para entender melhor o que leva a certos comportamentos. Isso costuma exigir um processo mais cuidadoso e demorado.

Tatiana ressalta: “Uma terapia que tem responsabilidade deve ter um direcionamento, mas não pode ser feita às pressas. O tempo do processo depende do que está sendo trabalhado, da maturidade emocional do paciente e da capacidade de integrar tudo isso nas sessões.”

Como saber quando a terapia está cumprindo o seu papel?

Um dos mitos sobre a terapia é que ela só vale a pena quando traz alívio imediato. É verdade que muitos encontram conforto nas primeiras sessões, especialmente ao sentirem que suas emoções estão sendo acolhidas. Contudo, esse alívio rápido não quer dizer que a terapia deve acabar ali. Muitas vezes, é só o começo para entender questões mais complexas.

Por outro lado, tem quem fique em terapia por muito tempo sem revisar os objetivos. Ter um acompanhamento prolongado pode ser necessário, mas é importante que faça sentido. Avaliações periódicas entre o terapeuta e o paciente ajudam a ver os avanços, as dificuldades e até mesmo a necessidade de encerrar ou modificar o foco das sessões. O objetivo deve ser sempre o cuidado, e não a dependência.

“Encerrar a terapia é uma parte importante do processo. Quando a pessoa ganha mais autonomia e clareza sobre as suas questões, é possível avaliar se aquela etapa teve eficácia ou se novos objetivos precisam ser estabelecidos”, comenta Tatiana.

O cuidado emocional acompanha as diferentes fases da vida

E não se esqueça: a terapia pode começar, pausar e ser retomada em diferentes momentos da vida. Essa flexibilidade é crucial, pois mostra que o cuidado emocional deve acompanhar as diversas fases e demandas que surgem. Tem períodos em que a pessoa precisa de acompanhamento mais próximo; em outros, sessões espaçadas podem ser suficientes.

Ver a duração da terapia como uma jornada, e não uma fórmula fixa, ajuda a ajustar expectativas. O que realmente importa é que o processo seja ético, com um vínculo forte e acompanhamento de profissionais qualificados. Quando há clareza e responsabilidade, a terapia se transforma em um suporte para viver de forma mais consciente, autônoma e equilibrada.

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