Pós-parto: saiba como o acompanhamento médico é essencial

No Brasil, mais de 26% das mães enfrentam a depressão pós-parto, de acordo com uma pesquisa recente. Além disso, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que, no mundo todo, uma em cada três mulheres lidam com problemas de saúde após o nascimento dos filhos. Isso é algo para se pensar, especialmente quando lembramos que a falta de acompanhamento médico pode resultar em complicações como sangramentos, dores lombares e até mesmo condições emocionais sérias.
A Dra. Maria Mariana Portinho, obstetra do AmorSaúde, destaca que as consultas no período pós-parto, conhecido como puerpério, são essenciais. Elas ajudam a identificar problemas físicos, como infecções e anemia, e também emocionais, como a ansiedade. Além disso, essas consultas são uma oportunidade para receber orientações importantes sobre amamentação e autocuidado, garantindo que as mães se sintam apoiadas.
Após o parto, o corpo da mulher passa por uma verdadeira montanha-russa hormonal. A queda nos níveis de estrogênio e progesterona pode impactar o humor e a energia, tornando esse período ainda mais desafiador. “A involução uterina e as mudanças no corpo são naturais, mas podem causar desconforto”, explica a Dra. Maria.
Acompanhamento médico no pós-parto
O puerpério é um período crítico em que a mãe se recupera tanto fisicamente quanto mentalmente. Segundo a Dra. Portinho, é fundamental que as mães tenham uma equipe de suporte médico, incluindo:
Ginecologista/obstetra: Este profissional vai acompanhar a recuperação da mulher, verificar se a cicatrização da cesárea está acontecendo bem e ajudar com métodos contraceptivos, caso ela não queira engravidar novamente tão cedo.
Pediatra: O pediatra não só acompanha o recém-nascido, mas também dá dicas essenciais para a mãe se sentir mais segura nos cuidados com o bebê.
Enfermeiro/consultor de amamentação: Uma boa orientação pode fazer toda a diferença na hora de amamentar, especialmente se surgirem fissuras ou dores.
Psicólogo/psiquiatra: Se houver sinais de tristeza profunda ou depressão, esses profissionais são essenciais para oferecer o suporte emocional necessário.
Uma rede de apoio, com amigos e familiares, é igualmente importante. Um suporte emocional e cada vez mais ajuda a mãe a aliviar o estresse, permitindo que ela se conecte melhor com o bebê.
Principais sinais de alerta
Durante o puerpério, alguns sinais podem indicar que algo não vai bem. A Dra. Maria recomenda que qualquer um dos sintomas a seguir justifique um imediata visita ao médico:
Febre persistente: Isso pode indicar infecções, como endometrite ou mastite.
Sangramento intenso ou com coágulos grandes: A hemorragia pós-parto exige atenção médica.
Dor abdominal intensa: É um alerta de possíveis problemas de cicatrização ou infecções.
Secreção com odor forte: Indica a possibilidade de infecção uterina.
Dificuldade para amamentar ou dor intensa nas mamas: Isso pode ser resultado de uma má pegada do bebê ou infecção.
Tristeza profunda ou pensamentos negativos: Esses sinais podem ser de depressão pós-parto e precisam de acompanhamento imediato.
Tempo de retorno às atividades
Quando tudo corre bem, o retorno às atividades normais varia. “É sempre bom ouvir o corpo e respeitar os limites”, afirma a Dra. Maria. Para atividades leves, pode-se começar após duas semanas, contanto que não haja complicações. Já para atividades mais intensas, o ideal é aguardar mais de um mês, sempre com a orientação do médico.
Lembrar de cuidar de si mesma durante esse período pode parecer desafiador, mas é essencial. A jornada da maternidade é única e cheia de desafios, e garantir que você esteja bem é parte dessa experiência.



