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Os 10 vírus mais letais identificados pela ciência

Nos últimos anos, surtos de vírus hemorrágicos letais, como o Ebola e o Marburg, têm trazido grandes desafios para a saúde global, especialmente em países africanos. O vírus Marburg, que surgiu inicialmente na Alemanha, agora afeta Ruanda e é conhecido por sua alta taxa de mortalidade, que pode chegar a 88%. A transmissão do vírus ocorre principalmente por meio de morcegos frugívoros e se espalha entre humanos através do contato com fluidos corporais.

A situação se complica ainda mais pela falta de vacinas aprovadas para esses vírus. Além do Marburg, outros vírus, como o Hantavírus, também se originam de animais e podem causar sintomas severos, como febre hemorrágica e convulsões.

Conheça os principais vírus hemorrágicos

Marburg

O Marburg chamou a atenção quando começou a ser notado na Alemanha, mas seu impacto atual se concentra em Ruanda. Inicialmente transmitido por morcegos, ele se espalha entre pessoas principalmente através de fluidos corporais. As consequências são alarmantes, mas a situação pode melhorar com tratamentos adequados realizados logo no início.

Ebola

Famoso por seus surtos devastadores na África, o Ebola é outro filovírus que impressiona pela gravidade dos casos. As taxas de mortalidade podem chegar até 90% em algumas cepas, e sua transmissão ocorre de maneira semelhante à do Marburg, afetando profundamente as comunidades locais.

Hantavírus

Esse vírus causa doenças pulmonares graves e é transmitido por roedores. O contato com áreas contaminadas pode levar à infecção. Embora a taxa média de mortalidade seja de 38%, a forma como ocorre a exposição é fundamental para entender o risco.

Além desses, existem outros vírus que merecem destaque:

  • H5N1: Um vírus da gripe aviária com baixo risco de contágio, transmitido apenas por contato direto com aves afetadas.
  • Lassa: Transmitido por roedores, é mais comum em casos regionais específicos, com estudos indicando que cerca de 15% dos roedores no oeste da África podem portá-lo.
  • Junin: Relacionado à febre hemorrágica argentina, causa sintomas como inflamações, hemorragias e sepse.
  • Crimeia-Congo: Transmitido por carrapatos, é semelhante ao Ebola e Marburg, com sangramentos visíveis nos primeiros dias de infecção.
  • Machupo: Ligue esse vírus à febre hemorrágica boliviana, que também gera febre alta e sangramentos, podendo se espalhar de humano para humano, sempre com roedores como portadores.
  • Kyansur: Originário da costa sudoeste da Índia, transmitido por carrapatos, apresenta sintomas como febre alta e dores intensas.
  • Dengue: Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, essa doença afeta milhões anualmente, sendo mais prevalente no Brasil, Tailândia e Índia.

Impactos globais e regionais

Esses vírus representam uma ameaça séria, especialmente em regiões com recursos limitados. O recente surto do Marburg em Ruanda já exigiu ações rápidas da Organização Mundial da Saúde para conter a propagação. Na América do Sul, os vírus Junin e Machupo são igualmente preocupantes, dado seu potencial de transmissão e alta letalidade.

Para enfrentar esses desafios, é essencial adotar estratégias eficazes. O uso rigoroso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) por profissionais de saúde é fundamental para evitar infecções. Além disso, o monitoramento de surtos e a educação da comunidade sobre práticas higiênicas são cruciais para prevenir a disseminação desses vírus.

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