Saúde

Dia Mundial da Esclerose Múltipla: conheça 5 cuidados essenciais

Em 30 de maio, a gente marca o Dia Mundial da Esclerose Múltipla, uma condição que afeta o sistema nervoso central, atingindo o cérebro, a medula e os nervos ópticos. Apesar de não ser tão comum aqui no Brasil, ela causa um grande impacto na vida das pessoas que convivem com a doença, especialmente entre as mulheres e adultos jovens.

Estudos da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM) indicam que cerca de 40 mil brasileiros lidam com essa condição. Um levantamento recente estimou que a prevalência está em torno de 14,5 casos para cada 100 mil habitantes, mas isso varia bastante entre as regiões, indo de 4,5 a 30,7 por 100 mil.

Ninguém sabe ao certo a causa da esclerose múltipla, mas sabemos que ela é resultado de uma combinação de vários fatores. Isso inclui a genética, problemas no sistema imunológico, ambientes diferentes e até níveis baixos de vitamina D. Fumar e ter uma alimentação inadequada também são considerados fatores que podem aumentar os riscos, além de infecções virais que podem estar ligadas à doença.

Principais sinais de alerta da esclerose múltipla

O neurologista João Dib, do Hospital Samaritano Barra, destaca a importância de perceber os sinais logo de cara. O diagnóstico rápido pode fazer toda a diferença na jornada de quem tem esclerose múltipla.

Os sintomas podem variar bastante, aparecendo em surtos que se alternam entre períodos de piora e de melhora. Os principais sinais que devemos ficar de olho incluem mudanças na visão, formigamentos, fraqueza muscular, desequilíbrio e uma fadiga que parece não ter fim.

Cuidados que fazem a diferença

Se você ou alguém próximo enfrenta essa condição, alguns cuidados podem ajudar a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Vamos a eles:

  1. Acompanhamento médico regular: Visitas frequentes ao neurologista são essenciais para monitorar como a doença está se comportando e ajustar o tratamento quando necessário.

  2. Adesão ao tratamento: Tomar os medicamentos corretamente é fundamental. Esses remédios ajudam a reduzir inflamações e surtos, além de proteger contra incapacidades futuras.

  3. Atividades físicas supervisionadas: Exercícios orientados podem ser um baita aliado! Eles ajudam a controlar a fadiga, melhoram o equilíbrio e promovem a mobilidade.

  4. Habits saudáveis: Cuidar do sono, ter uma alimentação equilibrada, reduzir o estresse e parar de fumar são passos importantes para o bem-estar.

  5. Saúde mental em dia: É normal sentir ansiedade e depressão quando se tem esclerose múltipla. Ter suporte psicológico e uma equipe que trabalhe de forma integrada é uma parte fundamental do tratamento.

Diagnóstico precoce pode evitar sequelas

João Dib ressalta que tempo é um dos fatores mais importantes na esclerose múltipla. Um tratamento bem feito deve ser personalizado e envolver várias áreas, como fisioterapia e suporte psicológico. O atraso no diagnóstico pode resultar em lesões permanentes.

O diagnóstico é feito combinando a avaliação clínica, o histórico médico, exames neurológicos e alguns testes complementares. Não existe um exame único que confirme a doença, então o médico analisa os sintomas e verifica se há lesões no sistema nervoso ao longo do tempo.

Agora, você já sabe um pouco mais sobre essa condição tão relevante. É sempre bom conhecer mais sobre a saúde e estar atento aos sinais do nosso corpo, né?

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