Jannah Theme License is not validated, Go to the theme options page to validate the license, You need a single license for each domain name.
Saúde

Julho amarelo: desmistifique as hepatites virais agora

Durante o mês de Julho Amarelo, uma campanha importante se destaca: a conscientização sobre as hepatites virais. Essa é uma oportunidade excelente para entender como prevenir e diagnosticar precocemente essas infecções que, em muitos casos, não apresentam sintomas até estarem em estágios avançados.

As hepatites são doenças que afetam diretamente o fígado e podem ser transmitidas principalmente pelo contato com sangue contaminado. E aqui está um ponto crucial: essas doenças podem causar desde efeitos leves até complicações mais sérias, como cirrose e até câncer hepático. Embora tenhamos avançado bastante em vacinas e tratamentos, elas ainda são um desafio para a saúde pública.

Segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais, entre 2000 e 2024, o Brasil confirmou mais de 826 mil casos de hepatites. A hepatite C é a mais prevalente, seguida pela hepatite B. Mesmo com a redução dos índices de mortalidade nas últimas décadas, a prevenção continua sendo nossa melhor amiga, especialmente em situações de contato com sangue.

Ainda há muitas dúvidas sobre o risco de transmissão em procedimentos comuns, como fazer tatuagens, ir à manicure ou realizar tratamentos estéticos. Então, vamos desmistificar algumas informações!

1. Fazer tatuagem ainda pode transmitir hepatites virais

Verdade. O risco existe quando agulhas, tintas ou outros materiais não são descartáveis ou esterilizados de forma adequada. Em estúdios de tatuagem que seguem as normas de biossegurança, esse risco é bem menor.

A Dra. Rosana Richtmann, infectologista, comenta que as normas sanitárias são bastante rigorosas. Em locais que seguem essas regras, a probabilidade de transmissão é mínima. O problema realmente surge em estúdios que não têm fiscalização e reutilizam materiais, o que pode ser bem preocupante.

2. Compartilhar alicate de unha ou lâmina de barbear não oferece risco

Mito. Mesmo sem sangue visível, esses objetos podem ter pequenas quantidades de sangue que podem transmitir vírus das hepatites B e C. Por isso, é bom ficar esperto e nunca compartilhar itens que possam causar pequenos cortes.

A infectologista alerta que até quantidades microscópicas de sangue podem estar escondidas em alicates e lâminas. Portanto, guardar esses itens para uso pessoal é uma medida simples, mas crucial na prevenção de infecções.

3. Todas as hepatites apresentam sintomas logo no início

Mito. Muitas hepatites virais podem ser silenciosas por longos períodos. Na verdade, muitas pessoas só descobrem que têm a infecção em estágios mais graves, quando já há comprometimento do fígado.

O Dr. Sandro Melim, hematologista, ressalta que esse silêncio é um grande desafio. Muitas vezes, o diagnóstico só chega muito tarde. Por isso, é essencial fazer exames regularmente, especialmente se você esteve exposto a fatores de risco.

4. Materiais de manicure podem transmitir hepatites

Verdade. Itens como alicates e espátulas precisam ser esterilizados corretamente entre os atendimentos. Usar materiais descartáveis é uma ótima forma de se proteger.

O especialista destaca que mesmo pequenos cortes podem levar à transmissão de doenças. Portanto, sempre observe se o salão segue as boas práticas de esterilização ou, se possível, escolha materiais individuais.

Se você já foi a um salão e viu que eles tinham tudo em ordem, pode ficar tranquilo ao invés de ficar com aquele receio. Conhecimento é definitivamente a chave para manter-se seguro e saudável!

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo