TDAH e seu impacto no desempenho universitário: saiba mais

O início da vida universitária pode ser um período complicado, especialmente para quem lida com o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, o famoso TDAH. Essa condição, que afeta a atenção, a organização e o controle da impulsividade, pode se tornar mais evidente com as novas exigências acadêmicas e a pressão por resultados. Muitos estudantes se sentem sobrecarregados, o que impacta não só seus estudos, mas também sua vida pessoal.
A Gianny Cesconetto, professora da Inspirali, que rodeia 15 escolas médicas pelo Brasil, explica que o TDAH traz padrões de desatenção e hiperatividade que começam na infância e podem seguir na vida adulta. Na universidade, esses sintomas podem ficar mais claros, já que a necessidade de gerenciar múltiplas tarefas e organizar a rotina se intensifica.
Características do TDAH em universitários
Quando a gente fala de universitários com TDAH, algumas características são bem comuns. Esses estudantes costumam ter dificuldade para se concentrar em aulas longas ou leituras extensas. Perder prazos e ser desorganizado também são frequentes, assim como a dificuldade em finalizar tarefas, já que a mente está sempre agitada.
Muitas vezes, essas dificuldades são mal interpretadas como preguiça ou falta de esforço. Mas, na verdade, tratam-se de desafios reais que interferem na capacidade de organização e concentração. Além disso, a impulsividade pode afetar a tomada de decisões e impactar negativamente a autoestima e os relacionamentos com os colegas.
Diagnóstico do TDAH
O diagnóstico do TDAH é clínico e envolve critérios bem específicos, além do histórico de sintomas desde a infância. A avaliação começa com uma entrevista detalhada, que pode ser complementada com questionários, mas é importante lembrar que esses últimos não são suficientes sozinhos. A Gianny destaca a importância de diferenciar uma dificuldade pontual de um transtorno mesmo, pois isso pode fazer toda a diferença no processo.
Formas de tratamento para o TDAH
Viver com TDAH sem o acompanhamento certo pode ser desafiador. Isso pode atrapalhar o desempenho nos estudos, a organização do dia a dia, o sono e até o autocuidado. Embora ainda não haja uma cura definitiva, o transtorno pode ser controlado. O tratamento geralmente envolve psicoeducação, estratégias de organização, Terapia Cognitivo-Comportamental, além de medicação quando indicada.
No Brasil, o acesso ao tratamento pelo SUS pode variar bastante, já que depende da região em que a pessoa mora. Para a Gianny, o suporte institucional e familiar é crucial. Um ambiente acadêmico acolhedor e o apoio necessário podem fazer toda a diferença na trajetória desses estudantes, contribuindo para o bem-estar e para um desempenho mais satisfatório na universidade.



