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Spirit Airlines: falência e prejuízos acumulados desde 2019

A Spirit Airlines está novamente enfrentando dificuldades financeiras e entrou com um pedido de recuperação judicial (Chapter 11) em agosto de 2025. A companhia é famosa por suas tarifas baixas e aeronaves amarelas, mas não consegue registrar lucros desde 2019. A situação se agravou com perdas que já passam de US$ 2 bilhões desde o início da pandemia. Em 2024, suas ações despencaram 90%, enquanto empresas concorrentes, como a Delta e a United, conseguiram aumentar suas receitas e valor de mercado.

Esse é o segundo pedido de falência da Spirit em menos de um ano, o que mostra como a crise é profunda. Embora a recuperação judicial permita que a empresa renegocie dívidas sem precisar suspender seus voos, analistas alertam que a companhia pode sair dessa situação diminuída, com menos rotas e possivelmente em busca de uma fusão para sobreviver.

Custos crescentes e recall de motores

Um dos motivos principais para a Spirit ter recorrido à falência é o aumento de custos, que subiu mais de 30% desde 2019. O preço dos combustíveis disparou, os salários dos pilotos aumentaram em mais de 30%, e em 2024, um recall de motores da Airbus paralisou parte da frota, reduzindo o número de voos e aumentando os prejuízos.

Além disso, uma tentativa de fusão com a JetBlue, avaliada em US$ 3,6 bilhões, foi barrada pela Justiça em 2024. Sem essa alternativa, a Spirit acabou sem apoio financeiro para enfrentar uma concorrência tão acirrada.

Modelo de negócios sob pressão

Enquanto suas concorrentes diversificaram suas receitas com classes premium e programas de fidelidade, a Spirit manteve seu foco no modelo de “ultra low cost”, que prioriza o preço baixo. Essa abordagem dificulta repassar custos, resultando em voos lotados, mas pouco lucrativos.

Essa situação levanta dúvidas sobre a viabilidade do modelo de baixo custo nos Estados Unidos. Especialistas afirmam que, ou ele passa por uma reformulação, ou corre o risco de deixar de existir, especialmente com consumidores dispostos a pagar mais por conforto, flexibilidade e benefícios extras.

O futuro da Spirit Airlines

Neste momento, a expectativa é que a Spirit saia da recuperação com menos rotas e focada em mercados específicos, possivelmente reabrindo conversas sobre fusão. O caos vivido pela Spirit serve como um aviso para toda a indústria aérea: não basta apenas encher aviões; é fundamental garantir a rentabilidade em um cenário cada vez mais competitivo.

Atualmente, a Spirit Airlines está passando por sua pior fase, com ações despencando, dívidas acumuladas e um modelo de negócios questionável. Enquanto isso, seus concorrentes seguem crescendo, demonstrando que adaptar-se e inovar são essenciais para sobreviver no mercado.

E você, o que acha? O modelo “ultra low cost” ainda tem espaço nos Estados Unidos ou está com os dias contados? Deixe sua opinião nos comentários — adoramos ouvir experiências de quem já voou com a Spirit e como foi.

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