Saúde

Dia Mundial da Audição: cuide da sua saúde auditiva hoje

Celebrado em 3 de março, o Dia Mundial da Audição é um lembrete da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre um assunto que cresce sem alarde: a perda auditiva. A expectativa é que, até 2050, cerca de 2,5 bilhões de pessoas no mundo tenham algum grau de comprometimento auditivo. Desses, 700 milhões vão precisar de cuidados especiais e reabilitação.

Aqui no Brasil, os números impressionam. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que cerca de 5% da nossa população, ou mais de 10 milhões de cidadãos, está lidando com algum tipo de deficiência auditiva. Desses, 2,7 milhões enfrentam a surdez profunda.

Salomão Honorio, otorrinolaringologista do Hospital São Luiz Morumbi, explica que esse cenário está diretamente ligado a como a gente se comporta. Infelizmente, muitos só buscam ajuda quando a audição já está bastante afetada, sem se lembrar de que cuidar da saúde auditiva deve ser parte da nossa rotina.

Tipos de surdez

A perda auditiva pode ser classificada em três tipos principais, e entender isso é fundamental:

  • Condutiva: Aqui, o som não consegue chegar ao ouvido interno. Isso pode acontecer por infecções, acúmulo de cera ou até uma perfuração do tímpano;
  • Neurossensorial: Este é o mais comum. Ocorre por lesões no ouvido interno ou no nervo auditivo. Isso pode ser decorrente do envelhecimento, exposição a ruídos intensos ou até mesmo por fatores genéticos;
  • Mista: Combinação dos dois tipos anteriores.

A surdez neurossensorial, infelizmente, não tem como regredir. O tratamento se baseia em aparelhos auditivos e, em alguns casos, um implante coclear. Salomão também destaca que além do barulho excessivo, fumar e outras doenças podem acelerar a perda auditiva.

Cuidados simples para proteger a audição

Pequenas mudanças no dia a dia podem fazer maravilhas pela nossa saúde auditiva. A otorrinolaringologista Fernanda Alves traz cinco dicas preciosas:

  1. Atenção ao volume dos fones: Tente seguir a regra 60/60: use até 60% do volume máximo por, no máximo, 60 minutos. Depois, dê um tempo pros ouvidos;
  2. Nada de objetos no ouvido: Quem diria? Hastes e outros itens podem empurrar a cera mais pra dentro e até machucar o tímpano;
  3. Trate infecções: Se uma infecção não for tratada direito, o estrago pode ser maior e afetar o nervo auditivo;
  4. Use proteção em ambientes ruidosos: Se o trabalho exige muito barulho, use protetores auriculares. E quanto mais barulhento for o ambiente, menos tempo você deve permanecer exposto;
  5. Cuide das doenças crônicas: Monitorar condições como diabetes e colesterol alto é essencial, já que problemas circulatórios podem atingir o ouvido interno.

Quando procurar um especialista?

É bom se lembrar de que o ideal é fazer um acompanhamento com o otorrinolaringologista a cada um ou dois anos. E quem está sempre exposto a ruídos ou sente sintomas como zumbidos, dificuldade em entender conversas em lugares barulhentos ou a sensação de “ouvido tapado” deve ficar ainda mais atento. Segundo Fernanda, um diagnóstico precoce é fundamental para manter a qualidade de vida. Afinal, a audição influencia diretamente nossa comunicação, nossas relações sociais e até a saúde mental.

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