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Saúde

Engravidar após os 40 com endometriose: descubra como

A gravidez da apresentadora Sabrina Sato trouxe à tona um assunto que toca o coração e a esperança de muitas mulheres: a possibilidade de engravidar após os 40 anos, mesmo lidando com a endometriose. Essa condição, que é tudo menos rara entre as brasileiras, é uma das principais causas de infertilidade, mas a boa notícia é que ela não torna a gestação impossível. Porém, a soma da idade avançada com a endometriose exige um planejamento cuidadoso e acompanhamento médico bem próximo.

Os ginecologistas Dr. César Patez, do Espírito Santo, e Dr. Paulo Noronha, de São Paulo, explicam vários pontos importantes sobre essa situação. Vamos conferir!

## Endometriose não significa que a gravidez é impossível

Receber o diagnóstico de endometriose pode causar uma verdadeira tempestade na cabeça de quem sonha em ser mãe. Mas calma! A infertilidade não é uma sentença de morte para o sonho da gestação. Ela varia conforme o estágio da doença e a saúde dos órgãos reprodutivos.

“O que acontece é que a endometriose pode dificultar um pouco a fertilidade, mas não impede que muitas mulheres consigam engravidar naturalmente. Algumas precisarão de tratamentos, mas com as opções que temos hoje, é possível aumentar consideravelmente as chances de gravidez se houver um bom planejamento”, diz o Dr. Patez.

## Após os 40 anos, a idade é tão importante quanto a doença

Para quem já passou dos 40, a realidade é que a fertilidade naturalmente começa a dar seus sinais de cansaço. E quando você junta isso à endometriose, o acompanhamento médico precisa ser ainda mais cuidadoso. “Essa é a fase em que a reserva ovariana começa a diminui drasticamente. Com a endometriose, precisamos olhar com atenção o histórico de saúde da paciente e realizar os exames adequados antes mesmo de pensar em gravidez. Cada caso é único”, comenta o Dr. Noronha.

## A gravidez pode ser considerada de maior risco

Aqui é bom ficar esperta: a expressão “gestação de risco” pode soar alarmante, mas, na verdade, significa apenas que a mulher vai precisar de um acompanhamento mais próximo durante a gravidez. “A idade mais avançada pode aumentar a possibilidade de algumas complicações, como hipertensão e diabetes gestacional, mas isso não quer dizer que elas vão acontecer. O pré-natal eficaz é feito para monitorar qualquer alteração e garantir a segurança de mãe e bebê”, explica o Dr. Patez.

## A gravidez pode aliviar, mas não cura a endometriose

Muitas mulheres que ficam grávidas notam uma melhora nas dores que costumavam sentir devido à endometriose. Isso acontece, em geral, por causa das mudanças hormonais que ocorrem na gestação. “Durante a gravidez, a mulher para de menstruar, o que reduz temporariamente a atividade da doença. Porém, as lesões continuam lá e podem voltar a causar dor depois do parto, quando tudo volta ao normal”, alerta o Dr. Noronha. Portanto, é fundamental ter expectativas realistas.

## O planejamento da gravidez faz toda a diferença

Se você possui endometriose e está pensando em engravidar, o ideal é buscar a orientação de um médico antes mesmo de parar com os métodos contraceptivos. “Fazer um planejamento ajuda a avaliar a reserva ovariana e definir a melhor abordagem para a paciente”, ressalta o Dr. Patez.

Esse planejamento é essencial para identificar possíveis empecilhos antes que eles se tornem um problema. Em alguns casos, o acompanhamento é tudo que se precisa; em outros, pode ser necessário entrar com tratamentos mais específicos ou técnicas de reprodução assistida. Quanto mais cedo você procurar ajuda, maiores são as chances de sucesso.

## Cada caso de endometriose é diferente

Cada mulher vive a endometriose de um jeito. Algumas engravidam com mais facilidade, enquanto outras enfrentam maiores dificuldades. “A localização das lesões e o tempo em que a doença está presente influenciam muito no tratamento. Não existe uma fórmula mágica que sirva para todas as mulheres”, ressalta o Dr. Noronha.

Os médicos enfatizam que a medicina avança constantemente, trazendo novas opções tanto para o tratamento da endometriose quanto para a reprodução assistida. Histórias como a de Sabrina servem para desfazer o mito de que a gravidez é impossível para quem enfrenta essa condição.

A mensagem final é simples: a maternidade ainda é uma possibilidade real para muitas mulheres com endometriose, mesmo após os 40 anos. O essencial é buscar acompanhamento especializado e entender que cada caminho é único. Hoje, temos recursos muito mais eficazes do que antes!

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