escute seu corpo: 3 razões para prestar atenção nele

Ao andar pelas ruas ou pegar aquele congestionamento clássico, é comum sentir uma tensão nos ombros ou até um aperto no peito. Às vezes, a gente simplesmente atribui isso ao cansaço do dia a dia. Mas já parou para pensar que esses sinais do corpo podem dizer muito mais sobre nós?
A psicóloga e psicanalista Beatriz Breves, autora do livro “Eu Fractal”, tem uma visão interessante: o corpo e a mente estão profundamente conectados. Está tudo interligado, e não dá pra desconsiderar esse laço, especialmente se você passa boa parte do tempo ao volante, como muitos de nós. Ela tem mais de 40 anos de experiência em pesquisa e traz à tona a importância de entender o corpo como uma manifestação do nosso estado interior.
“Durante muito tempo, o sentir foi deixado de lado em favor da razão. Agora, precisamos ver o ser humano como um todo vibracional, onde o que sentimos é a nossa verdadeira experiência”, afirma Beatriz. Isso quer dizer que prestar atenção no que estamos sentindo pode nos ajudar a entender melhor a nossa própria existência.
Às vezes, não conseguimos identificar o que está acontecendo conosco. Um aperto no estômago ou uma respiração mais curta podem ser os primeiros sinais de que algo nos afetou, mesmo antes de conseguirmos pensar a respeito. Ignorar essas manifestações é como desconsiderar o carro quando ele dá uma luz de alerta. Você não espera que o motor quebre para dar atenção, certo?
Viver pede consciência de si mesmo
Quando estamos no automático, pequenos sintomas podem se acumular, levando a um cansaço constante ou até irritação. Muitas vezes isso acontece porque não prestamos atenção ao que nosso corpo está tentando nos dizer. O segredo pode estar em cultivar uma relação mais atenta consigo mesmo.
Sabe quando você está dirigindo e percebe uma leve tremida no volante? Isso é um sinal para verificar o que está acontecendo, e o mesmo vale para a nossa vida. O exercício de auto-observação pode ser um caminho simples, mas poderoso, para nos reconectarmos com o que realmente sentimos.
Prestar atenção em nós mesmos é um exercício de presença que pode ser libertador. É um jeito de observar o que está rolando no momento sem rotular as experiências tão rapidamente. Essa escuta mais atenta pode nos ajudar a responder de maneira mais consciente, ao invés de reagir no impulso.
Assim, fica claro que escutar nosso corpo e estar cientes do que acontece ao nosso redor pode fazer a diferença no nosso dia a dia — tanto dentro quanto fora do carro.



