Saúde

Hipermobilidade articular: saiba quando a flexibilidade traz riscos

Ser flexível pode ser uma vantagem em muitas situações, como no esporte ou na dança. Mas você sabia que, para algumas pessoas, essa flexibilidade pode vir acompanhada de problemas? É isso que acontece com a síndrome do espectro da hipermobilidade. Estima-se que cerca de 10% dos adultos e até 34% das crianças e adolescentes tenham essa condição, muito mais comum do que a gente imagina.

A hipermobilidade articular está ligada à fragilidade do colágeno, uma proteína que faz parte de muitos tecidos do nosso corpo, dando sustentação e resistência. Quando falamos em hipermobilidade, esse colágeno fica “frouxo”, o que pode afetar a estrutura dos tecidos, deixando as articulações mais instáveis.

Sintomas e consequências da hipermobilidade articular

Nem todo mundo que é hipermóvel sente dor ou qualquer sintoma. Pra alguns, essa flexibilidade a mais é apenas uma peculiaridade. Mas em outros casos, pode ser um verdadeiro desafio, causando dores crônicas, instabilidade nas articulações e aumentando o risco de lesões, como entorses e luxações.

Além disso, com o tempo, pode ocorrer osteoartrite precoce, perda de massa muscular e até alterações no sistema nervoso, levando a sintomas como tonturas e desmaios. Nos casos mais severos, a hipermobilidade pode estar relacionada a síndromes genéticas raras, como a de Ehlers-Danlos e a síndrome de Marfan.

Diagnóstico da hipermobilidade articular

O diagnóstico geralmente começa com uma boa conversa. O médico faz perguntas sobre os sintomas e realiza um exame físico. Queixar-se de dores constantes desde a infância ou de lesões frequentes pode levantar a suspeita de hipermobilidade.

Um dos métodos utilizados é o escore de Beighton, que verifica como suas articulações se comportam em situações de hiperextensão. Às vezes, exames adicionais como a densitometria óssea podem ser necessários para entender melhor a situação e possíveis complicações.

É importante lembrar que a hipermobilidade não afeta apenas as articulações. Muitas pessoas relatam fadiga intensa, dores no corpo, e até problemas de arritmia e digestão. Esses sintomas podem interferir na rotina diária, seja na escola ou no trabalho. Por isso, identificar esses sinais rapidamente é fundamental para manter a qualidade de vida.

Tratamento e cuidados no dia a dia

Embora não exista uma cura definitiva, existem maneiras de lidar com os sintomas. A prática regular de exercícios físicos, especialmente os de fortalecimento, é uma das melhores formas de ajudar. E nada de fazer isso sem supervisão, hein? A orientação de um profissional é sempre essencial.

Outras dicas importantes incluem manter-se bem hidratado, aumentar a ingestão de eletrólitos e ficar atento às temperaturas extremas. Respeitar os limites do corpo também é fundamental. Pausas para descansar fazem toda a diferença. Dependendo do caso, o médico pode recomendar suplementos ou tratamentos específicos.

Como a hipermobilidade é tão comum, especialmente entre os mais jovens, reconhecer os sinais e procurar ajuda é um bom passo para evitar complicações e garantir que a vida siga com qualidade.

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