Saúde

Intoxicação alimentar: saiba como se proteger e evite riscos

Em meio ao corre-corre do dia a dia e às mudanças nos nossos hábitos, nossa relação com a comida ganhou um novo olhar. Não é só sobre o gosto ou se a refeição tem nutrientes, mas também sobre todo o trabalho que envolve a escolha dos ingredientes até o momento em que a comida chega ao prato.

Cozinhar em casa virou uma tendência crescente entre os brasileiros, e isso traz benefícios, especialmente quando falamos de saúde e prevenção contra problemas alimentares. Afinal, a higiene na cozinha e a escolha dos alimentos são fundamentais.

Olha só: segundo dados da Food Safety Brasil, os casos de doenças alimentares praticamente dobraram de 2020 a 2024. No Brasil, entre 2018 e 2023, tivemos quase 7 mil surtos de problemas relacionados a alimentos, afetando mais de 110 mil pessoas. E não pense que isso acontece só em restaurantes; a contaminação pode rolar também na nossa cozinha, se não tivermos o cuidado certo.

Alimentos e bebidas podem transmitir doenças

Em 2025, a pesquisa da Worldpanel by Numerator mostrou que cada vez mais brasileiros estão cozinhando em casa. E para 2026, a expectativa é ainda maior: a busca por qualidade de vida e saúde está em alta. Cozinhar pode ser uma ótima forma de cuidar da saúde, mas cuidado! Alimentos contaminados podem causar várias infecções intestinais. O Ministério da Saúde aponta que existem mais de 250 doenças que podem ser transmitidas por comida ou água.

Microrganismos podem se proliferar nos alimentos

A professora Rochele Boneti, da FADERGS, explica que um alimento é seguro quando está bom, dentro do prazo de validade e bem armazenado. Então, aquele restinho de comida que ficou fora da geladeira por muito tempo? É melhor nem considerar.

Se um alimento fica entre 5 °C e 60 °C por muito tempo, é aí que os microrganismos se multiplicam. E não são só as bactérias não; fungos, parasitas e até vírus podem causar problemas. Aquela dor de barriga depois de comer algo enjoativo? Pode ser resultado desse tipo de contaminação. A salmonela, por exemplo, é uma bactéria comumente encontrada em ovos crus e carnes mal cozidas, e é uma das mais temidas.

Uma pessoa usando luvas brancas de látex lava folhas de alface romana sob água corrente em uma pia de aço inoxidável. Ao fundo, à direita, há uma tigela de vidro com outras frutas e vegetais, como tomates e uma pera.
Antes de serem consumidos, frutas, verduras e legumes devem ser bem higienizados para reduzir o risco de intoxicações alimentares.

Garantindo a segurança do alimento

Muita gente ainda acredita em mitos sobre a conservação dos alimentos. Por exemplo, não há problema em colocar comida quente na geladeira logo depois de cozinhar. O ideal é que essa comida não fique fora da geladeira por mais de uma hora.

Além disso, descongelar carnes no ambiente externo é um erro! O correto é na geladeira. E a higiene, hein? Lavar as mãos antes de cozinhar e higienizar bem os ingredientes é essencial. Frutas, verduras e legumes devem ser deixados de molho por 15 minutos em água com cloro diluído – uma colher de cloro para um litro de água – e depois bem enxaguados. Carnes, no entanto, não devem ser lavadas antes do preparo para evitar a contaminação de utensílios.

E não esqueça: sempre mantenha os utensílios limpos! Nunca use a mesma colher para manusear alimentos crus e cozidos.

Atenção à validade, à conservação e às grandes produções

Cuidado com a validade dos alimentos. Produtos fora do prazo podem estar comprometidos e representar riscos à saúde. E se você costuma comprar a granel, sempre verifique se o item tem etiqueta de validade, tá?

Quando falamos de grandes produções, como restaurantes ou buffets, o risco de contaminação aumenta. Se não houver controle sobre a qualidade dos alimentos, os problemas podem surgir. Fique de olho na higiene do lugar e na temperatura dos alimentos. O ideal é que pratos frios estejam abaixo de 5 °C e os quentes acima de 60 °C. Uma dica: se o alimento estiver soltando fumaça, é um bom sinal de que está bem quente.

Um casal de meia-idade faz compras na seção de hortifrúti de um supermercado iluminado. O homem, com barba grisalha e camisa clara, segura uma maçã verde enquanto escolhe outras frutas em uma bancada repleta de maçãs vermelhas, verdes e uvas. À frente deles, um carrinho de compras com sacos de papel cheios de mantimentos.
A segurança alimentar depende do acesso a alimentos seguros e nutritivos, mas ainda é um desafio para milhões de pessoas no mundo.

Segurança e acesso aos alimentos

De acordo com a ONU, a segurança alimentar significa que todos têm acesso a alimentos seguros e nutritivos em quantidade suficiente. Isso está diretamente ligado ao fato de termos comida de qualidade, que não vai nos prejudicar. A realidade, no entanto, é que muitos ainda enfrentam dificuldades para adquirir alimentos de qualidade. Em 2023, a ONU revelou que 2,3 bilhões de pessoas sofre com a insegurança alimentar. E com isso, o risco de surtos de doenças aumenta.

Como se proteger de intoxicações alimentares

Então, como evitar essas dores de cabeça? Algumas mudanças simples na rotina podem ajudar! Aqui vão dicas práticas para deixar o preparo da sua comida mais seguro:

  1. Higienize as mãos antes de manusear e consumir alimentos;
  2. Desinfete os alimentos crus;
  3. Armazene tudo em temperatura correta;
  4. Fique de olho na validade e no estado dos alimentos;
  5. Nos produtos a granel, veja se têm etiqueta de validade;
  6. Consuma água tratada ou filtrada;
  7. Troque o filtro da água no tempo certo;
  8. Lave bem as garrafas de água;
  9. Descongele carne e refeições na geladeira;
  10. Nos buffets, confira se as comidas frias estão refrigeradas e os pratos quentes estão bem aquecidos.

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