Saúde

Fevereiro roxo: saiba como identificar o lúpus e diagnosticá-lo

Estima-se que entre 150 mil e 300 mil pessoas convivam com o lúpus no Brasil, a maioria são mulheres jovens. Sabemos que, apesar de afetar tanta gente, essa doença ainda é um mistério para muitos. E essa falta de conhecimento pode resultar em diagnósticos tardios e dificuldades no tratamento.

O lúpus é uma doença autoimune crônica. Isso significa que, em vez de defender o corpo de doenças, o sistema imunológico acaba atacando tecidos e órgãos saudáveis. Ela pode afetar várias partes do corpo, como a pele, as articulações, os rins, os pulmões, o coração e, em casos mais complicados, até o sistema nervoso central. E cada um manifesta a condição de um jeito, tendo sintomas diferentes e com intensidades variadas.

Desinformação dificulta o diagnóstico

Nos últimos anos, o assunto ganhou mais destaque. Celebridades como a cantora Selena Gomez e a apresentadora Astrid Fontenelle têm falado sobre suas experiências com o lúpus. Esses relatos são valiosos e ajudam a aumentar a visibilidade do tema. No entanto, não basta a fama para esclarecer tudo; a informação precisa ser bem fundamentada. No Brasil, por exemplo, a falta de acesso a informações concretas ainda é um desafio grande. Isso acaba atrasando diagnósticos e iniciando tratamentos, deixando muitos pacientes perdidos.

Diagnóstico do lúpus

De acordo com a Dra. Luiza Grandini, reumatologista, o diagnóstico de lúpus não se baseia em um único exame. Ele acontece através de uma avaliação clínica completa, que inclui um olhar cuidadoso sobre os sintomas, um exame físico e alguns exames complementares. Alguns exames de sangue ajudam a identificar alterações no sistema imunológico, comuns em casos de lúpus, enquanto exames de urina são essenciais para avaliar a saúde dos rins. O processo é como montar um quebra-cabeça, onde cada peça — sinal, sintoma e exame — é fundamental.

Sintomas comuns do lúpus

Ainda não existe uma forma comprovada de evitar o surgimento da doença, pois ela se relaciona a uma mistura de fatores genéticos, hormonais e ambientais. Os sintomas podem aparecer de maneiras diferentes e costumam ser mais intensos em períodos de atividade da doença, seguidos de momentos de alívio. Os principais sinais, segundo a Dra. Luiza, incluem febre sem causa aparente e dores nas articulações, que podem ficar inchadas. Um sinal bem característico é o aparecimento de manchas avermelhadas no rosto, especialmente sobre o nariz e as bochechas, formando um desenho que lembra uma borboleta. Ah, e não podemos esquecer da sensibilidade aumentada à luz do sol, que é um alerta importante.

Tratamento permite qualidade de vida

Embora ainda não exista uma cura, saber que o lúpus pode ser controlado traz um pouco de alívio. O tratamento varia conforme a gravidade da condição. E isso é algo que a Campanha Fevereiro Roxo busca reforçar, levantando a bandeira de quatro doenças crônicas que afetam milhões de brasileiros, incluindo o lúpus.

Viver com lúpus exige cuidados diários, mas é totalmente possível levar uma vida ativa. Quando a doença está sob controle, os sintomas podem dar uma trégua, e é comum que os pacientes consigam levar uma rotina normal. Conforme a Dra. Luiza afirma, com o tratamento adequado, dá para manter essa qualidade de vida e continuar aproveitando as coisas boas do dia a dia.

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