Escoliose em jovens: identifique os sinais e impactos

Mudanças pequenas na postura de crianças e adolescentes nem sempre são só parte do crescimento. Às vezes, essas assimetrias nos ombros ou na coluna podem ser um sinal de escoliose, que afeta a curvatura da coluna vertebral. E se não for identificada a tempo, essa condição pode se agravar ao longo dos anos.
Durante o mês de conscientização sobre escoliose, é essencial lembrar sobre a importância do diagnóstico precoce, especialmente em jovens que estão em fase de crescimento. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, entre 2% e 4% da população mundial apresenta essa condição — no Brasil, isso significa que mais de 6 milhões de pessoas lidam com os desafios da escoliose.
Sinais da escoliose
O Dr. André Evaristo Marcondes, ortopedista e cirurgião da coluna, explica que a escoliose, muitas vezes, avança de forma silenciosa, especialmente nas fases iniciais. No começo, pode não causar dor, mas o grande problema é que, se for deixada de lado, a curvatura pode piorar durante o crescimento. Portanto, pais, professores e pediatras precisam ficar atentos a qualquer diferença na simetria do corpo da criança.
Alguns sinais para ficar de olho incluem: ombros com alturas diferentes, quadril desalinhado, um tronco que parece inclinado para um dos lados e roupas que não ficam bem devido a esses desalinhamentos. Uma conferida na postura das crianças, enquanto elas brincam ou até mesmo na hora de se vestir, pode ajudar a notar essas pequenas diferenças.
Tipos de escoliose
A escoliose pode surgir de várias maneiras, e a mais comum é a Escoliose Idiopática do Adolescente (EIA), que não tem uma causa definida e costuma aparecer durante o crescimento. Mas existem outros tipos:
- Congênitas: problemas que já nascem com a pessoa.
- Neuromusculares: relacionadas a doenças que afetam a força e o controle dos músculos.
- Degenerativas: aparecem mais em adultos e idosos.
- Pós-traumáticas: ocorrem após fraturas ou acidentes na coluna.
Para os adultos, a escoliose degenerativa pode trazer dores nas costas, desequilíbrio e dificuldades nas atividades diárias. É como você dirigir um carro que não está alinhado — a sensação não é nada agradável!
Tratamento para a escoliose
A boa notícia é que a avaliação médica é bem simples. O tratamento pode variar desde acompanhamento e fisioterapia até o uso de coletes ortopédicos. Nos casos mais críticos, a cirurgia pode ser necessária, especialmente quando a curvatura passa de 40 a 45 graus, e há risco de problemas funcionais.
Quando a escoliose avança, pode afetar o equilíbrio do corpo, provocar dores e até impactar a qualidade de vida. É como dirigir um carro com a direção desalinhada: você acaba tendo dificuldades ainda maiores.
Diagnóstico precoce reduz impactos da doença
O Dr. André destaca que a escoliose não é apenas uma questão de aparência. Ela pode afetar a autoestima, a mobilidade e, claro, a qualidade de vida. O diagnóstico precoce é fundamental porque, quanto mais cedo o problema for identificado, maiores as chances de controle com intervenções mais simples.
Qualquer assimetria que persista deve ser levada a sério. Observar a postura das crianças, perceber diferenças nos ombros ou na cintura e buscar a avaliação adequada é uma atitude que pode transformar a evolução da escoliose — afinal, cuidar desde cedo é sempre mais fácil e menos complicado.



