O encerramento do prazo para que trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos realizassem o saque das cotas do antigo fundo PIS/Pasep, em 30 de setembro de 2026, marca um importante momento para muitos brasileiros que atuaram no mercado de trabalho entre 1971 e 1988. Esses trabalhadores agora têm até o final de setembro de 2028 para solicitar a retirada dos recursos, que, dependendo do tempo de serviço e do salário recebido à época, podem variar entre R$ 2,8 mil e R$ 2,9 mil. A expectativa é que o pagamento dos valores solicitados aconteça em 26 de outubro deste ano, oferecendo uma oportunidade significativa para um público que, em sua maioria, pode estar enfrentando dificuldades financeiras.
Quem pode solicitar o saque e como funciona o processo
O saque está disponível para um grupo específico de beneficiários, sendo eles: servidores públicos que atuaram entre 1971 e 1988, trabalhadores que tinham carteira assinada durante o mesmo período e, em caso de falecimento, dependentes legais ou herdeiros que possam solicitar o valor devido. Essa ação visa reconhecer as contribuições que esses trabalhadores fizeram para os fundos, que foram criados na década de 1970, com a intenção de complementar a renda de quem atuava no mercado de trabalho.
Embora o fundo PIS/Pasep tenha sido extinto em 2020, a reabertura do prazo para o saque reflete um esforço do governo em assegurar que os recursos não sejam perdidos. Para solicitar o saque, o beneficiário pode acessar o portal Repis Cidadão utilizando uma conta Gov.br nos níveis prata ou ouro. O processo é simples: uma vez logado, o usuário deve informar seu CPF ou PIS/Pasep e clicar em “pesquisar” para verificar se há valores disponíveis para saque.
Direitos dos beneficiários e próximo passo após o pedido de saque
Aos que decidirem solicitar o saque, é essencial entender que o benefício não se relaciona ao abono salarial atual do PIS/Pasep, que é pago anualmente e tem um funcionamento diferente. Os recursos retirados agora são aqueles acumulados em um fundo, que foi destinado ao suporte financeiro dos trabalhadores em um passado recente. Além disso, a consulta ao saldo disponível também pode ser realizada pelo aplicativo do FGTS, tornando o processo ainda mais acessível.
Uma vez que o saldo é confirmado, o saque pode ser solicitado de duas maneiras: pelo aplicativo do FGTS, onde o usuário deve acessar a seção “Mais” e então “Ressarcimento PIS/Pasep”, ou diretamente em uma agência da Caixa, levando um documento oficial com foto para fins de identificação. Para aqueles que não têm conta na Caixa, a instituição oferece a possibilidade de abrir uma conta poupança social digital, que pode ser movimentada por meio do aplicativo Caixa Tem, assegurando que o beneficiário tenha fácil acesso aos valores que lhe são devidos.
Outro aspecto relevante é o direito dos herdeiros, que também podem solicitar o saque em caso de falecimento do titular. Para isso, é necessário apresentar documentos que comprovem a relação com o falecido, além de uma certidão de dependentes, caso aplicável, ou mesmo uma autorização judicial. Isso assegura que os recursos não sejam perdidos e beneficiem as pessoas que dependiam financeiramente do trabalhador.
Até o final de 2026, outras janelas de recebimento foram estabelecidas: para aqueles que fizerem o pedido até 31 de outubro, o pagamento ocorrerá em 25 de novembro; e para pedidos feitos até 30 de novembro, os valores serão liberados em 28 de dezembro. O alerta é claro: quem ainda não solicitou os valores deve ficar atento para não perder o prazo final de setembro de 2028, quando os recursos não sacados serão incorporados ao Tesouro Nacional, em uma medida que dificulta o acesso futuro a esses valores.
O governo tem disponibilizado canais de atendimento, como telefone e chat, para esclarecer dúvidas e auxiliar os beneficiários durante o processo de saque, destacando a importância dessa comunicação para que ninguém fique sem acesso ao que é seu por direito. Portanto, esse é um momento crucial para muitos trabalhadores que contribuíram significativamente para os fundos PIS/Pasep, e a oportunidade de retomar esse patrimônio perdido deve ser vista como uma prioridade.
