Com a assinatura de um contrato de exploração na margem equatorial da Costa do Marfim, a Petrobras avança de forma significativa em sua estratégia de expansão internacional, focando na exploração de oito blocos no mar.
O acordo foi oficializado na quinta-feira, 17 de setembro de 2026, na capital econômica da Costa do Marfim, Abidjan. A Petrobras estará representada pela subsidiária Petrobras Netherlands B.V. (PNBV), que exercerá a função de operadora com uma participação de 90% nos blocos, enquanto a Petroci Holding, a estatal marfinense, administrará os 10% restantes.
Aspectos do Contrato
A Petrobras adquiriu os blocos CI-513, CI-600, CI-601, CI-602, CI-603, CI-605, CI-701 e CI-702, todos operando sob um regime de partilha de produção. Essa iniciativa, segundo a empresa, se alinha à estratégia de recuperação de reservas de petróleo e gás, abrangendo novos territórios tanto no Brasil quanto em outros países.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, ressaltou a importância da exploração na Costa do Marfim, caracterizando-a como uma “presença relevante” em uma região com alto potencial exploratório, onde as características geológicas assemelham-se às encontradas nas bacias sedimentares brasileiras.
“Estamos confiantes de que, aplicando nossa experiência e capacidade técnica aos blocos, poderemos revelar todas as oportunidades que existem na margem atlântica africana”, declarou a presidenta.
Exploração na Margem Equatorial
A região da margem equatorial é notável por suas particularidades geológicas, relacionadas à abertura do oceano Atlântico. Este local se destaca como um ponto promissor para a produção de petróleo e gás, especialmente após as descobertas recentes na Guiana e no Suriname.
No Brasil, a Petrobras já está realizando perfurações exploratórias nas costas do Amapá e do Rio Grande do Norte, além de ter identificado reservas significativas de gás na margem equatorial da Colômbia. A estatal também está em processo de negociação para blocos exploratórios em Gana.
Crescimento Internacional da Petrobras
A assinatura do contrato na Costa do Marfim não apenas reafirma a presença da Petrobras na África, mas também representa um passo importante em sua estratégia global de exploração. A empresa já opera em áreas como Namíbia, São Tomé e Príncipe e África do Sul, e está colaborando com a Pemex, a estatal de petróleo do México, no Golfo do México.
No início dos anos 2000, a Petrobras tinha uma presença expressiva na África, atuando em países como Nigéria, Tanzânia, Angola, Benin, Gabão e Namíbia; no entanto, posteriormente vendeu suas participações. Essa nova estratégia sugere um potencial retorno à exploração de áreas-chave no continente africano.
Além de suas operações no continente africano, a Petrobras também está ativa na América do Sul, incluindo países como Argentina, Bolívia, Colômbia e Estados Unidos, solidificando sua posição como uma das principais companhias de petróleo na região.
