No Rio de Janeiro, a autorização para que o Vasco da Gama enfrente o Boca Juniors no Maracanã, em partida da semifinal da Conmebol Sul-Americana, marcada para 20 de outubro, às 21h30, foi suspensa pela Justiça. A desembargadora Suely Lopes Magalhães, da 1ª vice-presidência do Tribunal de Justiça, proferiu a liminar a favor do Consórcio Fla-Flu Serviços.
Consequências da Decisão Judicial
A liminar que proíbe a realização do jogo no Maracanã foi emitida após o consórcio solicitar a análise de um agravo, alegando que não teve a oportunidade de se manifestar sobre a autorização anterior. Suely Magalhães enfatizou a importância da segurança pública, uma vez que, na mesma data do confronto entre Vasco e Boca Juniors, o Maracanãzinho, que fica ao lado, sediará um jogo entre Flamengo e Botafogo pela Liga Nacional de Basquete, aumentando os riscos ao reunir torcidas rivais no mesmo local.
Com a nova decisão, o Vasco pode utilizar o Estádio Nilton Santos, que foi considerado apto pela Polícia Militar para sediar o evento. A decisão anterior, que permitia o uso do Maracanã, foi tomada sem que o consórcio tivesse a chance de se manifestar, conforme apontou a desembargadora.
Posicionamento do Vasco
Após a nova liminar, o Vasco protocolou um pedido de urgência, solicitando o restabelecimento da autorização para utilizar o Maracanã. O clube expressou sua preocupação com a mudança de estádio, afirmando que essa não se resume apenas à troca de local, mas também à complexidade logística, considerando que já foram vendidos 46.014 ingressos.
Na petição apresentada em 10 de outubro, o clube argumentou que transferir o jogo para outro estádio exigiria uma revisão dos setores, acessos, assentos e até possíveis reembolsos. Também seria necessário adaptar as instalações para receber cerca de 250 profissionais de imprensa e reformular o planejamento de segurança, uma vez que seriam requisitados entre 50 a 60 ônibus para transportar torcedores visitantes.
Embora a PM tenha atestado o Estádio Nilton Santos como viável, o Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (Bepe) prefere o Maracanã devido à sua melhor infraestrutura e condições de segurança.
A análise da Ação do Vasco agora aguarda a avaliação da desembargadora Suely Magalhães, que requisitou uma intimação imediata ao clube, além de notificação à Polícia Militar, para que todas as partes estejam cientes das ações que devem ser tomadas em relação à partida e à venda de ingressos.
Essa situação traz um clima de tensão e incerteza entre os torcedores, que anseiam por um desfecho positivo para um evento tão esperado no futebol sul-americano. O futuro do jogo no Maracanã, portanto, permanece em aberto enquanto todos buscam uma solução que leve em conta a segurança e a logística adequada da partida.
