A busca por inovações no ensino leva docentes brasileiros a adotar a inteligência artificial (IA), estreitando a conexão das aulas com a vida dos alunos. Um exemplo notável é a professora Giovanna Macedo, de Campinas (SP), que, em 2025, utilizou essa tecnologia para ajudar crianças de 9 e 10 anos a visualizar seus futuros profissionais. Através do ChatGPT, imagens representando as profissões desejadas, como jogador de futebol, veterinário e astronauta, foram geradas, contribuindo para a imaginação dos alunos.
No Dia do Professor, celebrado nesta quinta-feira, Giovanna, que tem 27 anos, compartilhou sua alegria em criar um ambiente acolhedor, onde os alunos se sentem valorizados e acreditam em seu potencial. Apesar de ainda não contar com uma formação específica em IA, ela demonstra abertura para inovações e busca incessantemente maneiras de engajar e enriquecer suas aulas.
A Transformação das Aulas com Tecnologia
No atual cenário educacional, onde a informação circula rapidamente, mas nem sempre é convertida em conhecimento, a implementação de tecnologias, como a IA, se torna fundamental. Kassula Correa, diretora-geral da Start Anglo Bilingual School, destaca a importância de não apenas fornecer ferramentas digitais, mas também capacitar os alunos a lidarem criticamente com as informações disponíveis.
Ela também enfatiza a necessidade de respeitar as diversas formas de aprendizado, reconhecendo que cada estudante tem seu próprio ritmo e estilo. Para Kassula, as escolas devem continuar a promover o desenvolvimento socioemocional, além de oferecer conhecimento acadêmico.
O Futuro do Ensino com Inteligência Artificial
Marcio Luiz Dias, professor e especialista em educação, que participa da formação continuada de docentes no Distrito Federal, aponta para a urgência da adaptação às tecnologias digitais no ensino. Ele observa que, embora muitos educadores relutem em usar a IA, a integração desta tecnologia nas práticas pedagógicas é inevitável.
Segundo Marcio, a formação contínua deve incluir o uso de ferramentas digitais e estimular um ensino crítico e colaborativo. Ele acredita que a IA pode automatizar tarefas burocráticas e aumentar o engajamento dos alunos, liberando tempo para que os professores se dediquem ao planejamento das aulas e ao acompanhamento individualizado de seus estudantes.
A conscientização sobre o uso responsável da IA no sistema educacional está ganhando atenção. O Ministério da Educação (MEC) anunciou que em breve será publicada uma nova resolução sobre a utilização da inteligência artificial na educação, com o intuito de estabelecer diretrizes claras para o uso pedagógico dessa tecnologia nas salas de aula. O documento busca garantir a autonomia dos educadores e salvaguardar os estudantes, criando um padrão nacional que promova a adoção ética e responsável da IA no Brasil.
A transformação digital nas escolas brasileiras avança, e por meio de iniciativas como a de Giovanna Macedo, educadores estão se preparando para enfrentar os desafios da nova era educacional. Essa mudança promete um ensino mais dinâmico, conectado à realidade dos alunos, representando um passo significativo em direção à educação do futuro.
