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Incêndio na UFPE levanta investigações sobre segurança no campus

Nesta quinta-feira (8), a Polícia Federal (PF) anunciou que instaurou um inquérito para investigar o incêndio de grandes proporções que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) na noite de quarta-feira (7). O reitor da instituição, Alfredo Gomes, estima que os danos causados pelo fogo podem chegar a aproximadamente R$ 100 milhões.

O incêndio afetou uma das partes mais importantes da universidade, onde diversas pesquisas científicas eram realizadas. Em uma coletiva de imprensa, o reitor expressou sua profunda indignação com as perdas significativas que o incêndio representa, especialmente no que diz respeito ao legado das pesquisas. “No laboratório impactado, operavam vários grupos de pesquisa, envolvendo cerca de 80 dissertações e teses de doutorado. Os dados de 20 anos de pesquisa foram perdidos, e isso é irreparável”, destacou Gomes, evidenciando a gravidade da situação.

Progresso da investigação

Com o intuito de elucidar as circunstâncias que levaram ao incêndio, a PF já iniciou as investigações. O reitor recebeu os responsáveis da PF e do Corpo de Bombeiros, marcando assim o início de um trabalho colaborativo para identificar as causas do incidente. Os peritos federais estão no local coletando informações e analisando o que sobrou do prédio afetado. Essa fase é crucial para que se evidenciem os fatores que culminaram no incêndio, e Gomes já manifestou seu desejo de compreender de forma integral o que ocorreu. “Contatamos a Polícia Federal, conforme é de praxe, para que conduza a investigação. Não temos uma ideia clara da causa. Precisamos aguardar a perícia para chegar a uma conclusão”, afirmou.

Embora existam materiais inflamáveis nos laboratórios, o reitor tende a descartar a hipótese de que esses produtos tenham sido a causa inicial do incêndio. Ele já planejou uma reunião com o comandante do Corpo de Bombeiros visando discutir não apenas os detalhes do ocorrido, mas também as medidas a serem tomadas para prevenir futuros desastres similares.

Histórico de incêndios na UFPE

É importante ressaltar que essa não é uma situação isolada, já que em menos de duas semanas, a UFPE registrou três incêndios em suas dependências. O primeiro incêndio ocorreu no dia 30 de setembro, atingindo o Laboratório de Óptica Não-Linear do departamento de Física, o que causou danos significativos. Pouco tempo depois, no último domingo (4), um segundo incêndio foi registrado, desta vez no Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, localizado no Centro de Biociências. Apesar da gravidade das chamas, a UFPE assegurou que nenhum dos incidentes resultou em feridos, e as chamas foram controladas dentro de suas respectivas áreas afetadas.

Esses incidentes criam uma preocupação crescente na comunidade acadêmica e na sociedade civil em geral. A necessidade de compreender as causas dessas ocorrências recentes é fundamental não apenas para a proteção futura das instalações, mas também para a continuidade das pesquisas acadêmicas que são vitais para o avanço científico e a formação de novos profissionais. As investigações em andamento trazem uma expectativa sobre a apuração das causas, e muitos esperam que medidas corretivas sejam implementadas para evitar que episódios semelhantes voltem a acontecer.

A UFPE é um importante centro educacional que contribui significativamente para o conhecimento e formação no Brasil. Portanto, a preservação de suas instalações e do legado de pesquisa acumulado ao longo de duas décadas se torna essencial. Todos os olhares estarão voltados para o desfecho dessa investigação e suas implicações para o futuro da universidade e de seus projetos de pesquisa.