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Dólar recua para R$ 5,17 com queda acumulada em setembro

No final de setembro, o dólar apresentou uma ligeira desvalorização, fechando o mês a R$ 5,17, o que representa uma queda de 0,15% em relação ao mês anterior. Em contrapartida, o Ibovespa se destacou com um aumento de 1,37% no último pregão, resultando em uma valorização acumulada de 5,03% ao longo de setembro.

Desempenho do Dólar

Na última sessão do mês, ocorrida em quarta-feira (30), a moeda norte-americana teve um recuo de 0,76%, encerrando em R$ 5,174. Durante a sessão, chegou a registrar uma mínima de R$ 5,164, equivalendo a uma queda de 0,95% naquele período. No contexto de setembro, o dólar mostrou uma diminuição de 0,15%, embora tenha avançado 0,23% no terceiro trimestre de 2026. Comparando com o início do ano, o dólar acumula uma desvalorização de 5,75%.

Cenário do Mercado Brasileiro

A valorização expressiva do Ibovespa pode ser atribuída a um cenário externo positivo, especialmente após os dados de inflação dos Estados Unidos terem saído abaixo do esperado. Essa situação reduziu as especulações sobre um aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve, resultando em um influxo de capital estrangeiro. No período até 28 de setembro, os investidores internacionais aportaram R$ 9,569 bilhões na bolsa brasileira, levando o saldo anual a aproximadamente R$ 29 bilhões.

Com um fechamento de 186.340,46 pontos, a bolsa alcançou picos de 187.834,97 e mínimas de 183.879,71 pontos. As ações do setor bancário foram as principais responsáveis por essa elevação, o que demonstra a confiança dos investidores nos ativos do mercado brasileiro. Em comparação ao terceiro trimestre, o índice acumula uma alta de 8,32% e possui uma valorização de 15,65% no ano de 2026.

Movimentação no Setor de Petróleo

No que diz respeito ao setor de petróleo, os contratos futuros mostraram uma tendência de alta, com o barril do petróleo tipo Brent cotado a US$ 98,03, um crescimento de 1,94%. O petróleo WTI também teve um aumento, fechando a US$ 90,42, com uma alta de 1,16%. Essas movimentações são impulsionadas pelas tensões no Oriente Médio e pela preocupação com possíveis limitações às exportações de petróleo, mantendo o mercado vigilante.

O desenrolar do mês também revela a vigilância do mercado em relação ao panorama geopolítico, que afeta diretamente as exportações de petróleo e a economia do Oriente Médio. Ao final de setembro, houve um aumento inesperado nos estoques de petróleo dos Estados Unidos, enquanto os estoques de gasolina mostraram uma queda acentuada, segundo o relatório do Departamento de Energia americano.

Essas dinâmicas nos mercados financeiros e de petróleo traduzem um encerramento de setembro caracterizado por um quadro misto, porém otimista, refletindo uma recuperação gradual e a resposta dos investidores às condições econômicas, tanto globais quanto locais.