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Campanha Lula leva caso ao TSE por restrições de IA da Meta

Na quarta-feira, 14 de outubro de 2026, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O documento afirma que a Meta, proprietária de plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, estaria limitando o alcance das postagens relacionadas à candidatura de Lula, ao mesmo tempo em que favorece conteúdos vinculados ao candidato Flávio Bolsonaro (PL).

Algoritmo enviesado

Advogados que representam a campanha de Lula alegam que a inteligência artificial da Meta demonstra um viés que resulta em uma “seletividade algorítmica” que beneficia seu opositor. A petição menciona que a Meta AI é desenhada para gerar resultados que, de alguma maneira, conferem vantagens a Bolsonaro, mesmo quando há demonstrações de interesse ou buscas por conteúdos que envolvam Lula.

Além das limitações nas postagens, a denúncia aponta que as ferramentas de geração de imagens de inteligência artificial estão configuradas de forma a não permitir a criação de conteúdos que retratem Lula. Em contraste, imagens ligadas a Bolsonaro estariam claramente autorizadas, gerando um cenário desbalanceado nas redes sociais.

Pressão externa e contexto eleitoral

A campanha de Lula acrescenta que a Meta possui relações com o governo dos Estados Unidos, especificamente com o ex-presidente Donald Trump, o que poderia estar influenciando suas práticas no Brasil. Na petição, os advogados afirmam: “A empresa parece estar limitando, sem justificativa, a visibilidade do conteúdo do nosso campo político em território nacional”, sugerindo que essa atitude representa uma forma de pressão externa sobre o eleitorado brasileiro.

Adicionalmente, a representação destaca que há 255 perfis falsos já reportados ao TSE, que estariam operando contra a campanha de Lula, complicando ainda mais a disputa digital nas eleições. O caso está sendo analisado pelo ministro Marco Aurélio Belizze.

Posicionamento da Meta

Em resposta às alegações feitas, a Meta divulgou uma nota afirmando que adotou políticas que proíbem a recomendação ou a criação de imagens de candidatos durante o período eleitoral no Brasil. A empresa alega que essas medidas foram implementadas em conformidade com as normas eleitorais do país, que visam limitar conteúdos que possam influenciar o processo eleitoral, incluindo a restrição de gerações de imagens que utilizem apenas o nome e os números dos candidatos nas urnas.

Esse episódio suscita dúvidas sobre a influência das grandes plataformas digitais nas eleições e a possibilidade de viés nos algoritmos, o que pode alterar significativamente a dinâmica da atual competição política no Brasil. A eficácia das ações da campanha de Lula e as consequências desse assunto no TSE serão observadas de perto à medida que as eleições se aproximam.