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Maioria dos brasileiros desaprova celulares para crianças pequenas

No dia 9 de outubro de 2026, uma pesquisa do Instituto Locomotiva revelou que a maioria dos adultos brasileiros é contrária ao uso de celulares por crianças pequenas. O estudo apontou que 82% dos entrevistados se opõem à exposição de dispositivos móveis para crianças até três anos. Somente 15% dos adultos manifestaram apoio a essa prática em idades tão jovens. Entre as crianças de quatro a sete anos, 75% dos participantes continuam a preferir que elas não tenham acesso a esses dispositivos, mostrando um forte consenso em torno desse tema.

Uso de celulares e a faixa etária

Com a participação de 1.367 pessoas maiores de 18 anos, a pesquisa também investigou a aceitação em relação ao uso de celulares próprios por crianças. A cada aumento na idade, a aprovação cresce; 52% dos adultos entrevistados sentem que crianças até 12 anos poderiam ter seus próprios celulares. O levantamento foi realizado entre 28 de setembro e 6 de outubro, próximo ao Dia das Crianças, que é celebrado em 12 de outubro.

Cuidados e recomendações sobre as telas

No ano anterior, o governo federal lançou um Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais, que recomenda que crianças com menos de dois anos não devem ter acesso a telas, exceto para videoconferências com familiares. Ademais, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou uma diminuição no percentual de crianças entre 10 a 13 anos que têm celulares próprios, o que pode indicar preocupação dos pais com o tempo em frente às telas.

A pesquisa também investigou a preferência por brincadeiras. Um expressivo 88% dos entrevistados apoiam o uso de celulares por adolescentes de 13 a 17 anos. Contudo, 83% acreditam que as crianças atualmente preferem ficar em casa, utilizando smartphones ou vendo TV, em vez de brincar ao ar livre. Curiosamente, 73% dos participantes apontam que brincar ao ar livre é mais benéfico para o desenvolvimento infantil do que o uso de dispositivos eletrônicos.

Percepção de gênero nas atividades infantis

A pesquisa ainda analisou as opiniões sobre a influência do gênero nas brincadeiras infantis. Uma expressiva maioria de 63% considera que as atividades de lazer não deveriam ser divididas por gênero. Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, ressalta que essa mudança de visão é um sinal de progresso na sociedade, embora persista algum preconceito, pois 36% dos entrevistados desaprovam meninos brincando com bonecas ou meninas jogando com carrinhos. A desaprovação é mais acentuada entre os homens (46%) do que entre as mulheres (27%).

Esses dados sublinham a importância de promover uma reflexão sobre o impacto das tecnologias na infância e a questões de gênero nas atividades lúdicas. É essencial garantir um desenvolvimento saudável e equitativo para as novas gerações.